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Crédito em fintechs ou bancos, qual vale mais a pena? Entenda diferenças e riscos
Data de Adição: 2026-05-05
Melhores ofertas e menos burocracia fizeram as fintechs deslancharem no mercado de crédito, totalmente dominado pelos bancos tradicionais até poucos anos. O volume de emissões por essas empresas cresceu 68% entre 2023 e 2024 e chegou a R$ 35,5 bilhões, de acordo com pesquisa da PwC Brasil e a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD). Mas quais são as diferenças entre eles e quando faz sentido escolher um ou outro (grandes bancos ou fintechs) para tomar crédito, considerando riscos e benefícios? O Valor Investe conversou com especialistas para responder essas e outras perguntas para quem quer tomar dinheiro emprestado com segurança. Confira. **O que são as ‘fintechs’** Fintech é um conceito guarda-chuva que abarca um leque de empresas que unem tecnologia e serviços financeiros. O termo é usado por empresas de pagamento, crédito, gestão financeira, assessoria, câmbio, entre outras. E também por instituições que têm licença bancária, normalmente aquelas que obtiveram o status de banco depois de uma jornada de crescimento como fintech propriamente dita. A formalização desse setor é produto de um esforço recente de inovação por parte do Banco Central, com o objetivo de aumentar a competitividade no mercado de crédito. De acordo com a autoridade monetária, mesmo com isso, os quatro maiores bancos brasileiros detinham 57,9% das operações de crédito e 57,1% dos depósitos totais em 2024. É o que os especialistas chamam de concentração bancária, cujo resultado são taxas mais altas para os clientes e menores estímulos. Apesar de bem-sucedidas nesse propósito – a concentração bancária está em queda nos últimos anos –, as iniciativas criaram também brechas regulatórias, pontos cegos onde a Receita Fiscal tem dificuldade de fiscalizar e identificar irregularidades. Como as usadas pelo crime organizado para infiltrar a Faria Lima, como relevado pela Operação Carbono Oculto, deflagrada no final de agosto deste ano. O escândalo acelerou os planos do Banco Central de aumentar a regulamentação dessas empresas, o que pode torná-las cada vez mais próximas dos bancos propriamente ditos. **Diferenças ainda são grandes, diz especialista** Mas, enquanto as mudanças na regulamentação das fintechs não avançam totalmente, as diferenças entre os bancões e essas empresas de menor porte continuam expressivas. De acordo com o Samuel Vilarinho, sócio e fundador do Vilarinho Advogados, as principais delas são: * **Abrangência regulatória**, com normas rígidas para bancos em todas as operações que realizam, diferente das fintechs que têm maior margem para atuar sem o crivo do Banco Central. * **Capital necessário** muito mais elevados para bancos receberem autorização de atuar como banco. * **Efeito da rigidez dos requisitos** estabelecidos pelos acordos de Basileia III – conjunto de regras criadas em 2008 após a crise financeira global para aumentar tanto a qualidade quanto a quantidade do capital dos bancos. * **Captação de recursos e proteção aos depósitos.** Todos os bancos garantem aos clientes que os depósitos estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em caso de falência, o fundo cobre o rombo e devolve o que cabe a cada um dos clientes em até R$ 250 mil por pessoa. Por não estarem cobertos pelo fundo, a lei proíbe as fintechs de usar depósitos de um cliente para emprestar dinheiro para outro. * **Gestão de riscos e “compliance”.** Os bancos possuem estruturas rigorosas, com obrigações de identificação do perfil do cliente, prevenção à lavagem de dinheiro e monitoramento de transações suspeitas. Já as fintechs, embora também sujeitas a essas regras, têm um nível de exigência e a complexidade das estruturas de compliance menos onerosos que os dos bancos. O último ponto foi o primeiro a sofrer alterações após o escândalo que pôs a Faria Lima e o PCC nas mesmas manchetes de jornais. Agora, as fintechs têm que declarar toda a movimentação financeira de seus clientes, como os bancos já faziam, no sistema e-Financeira, da Receita Federal. Antes, elas não tinham essa obrigação e podiam atuar como uma “caixa preta” perante o Fisco. **Juros podem ser menores, mas e os riscos?** As diferenças das regras são, porém, um dos motivos que permitiu às fintechs oferecerem crédito mais barato aos seus clientes, de acordo com especialistas. As taxas de juros no cheque especial em bancos, de 148,8% em média, são mais de duas vezes superiores às de fintechs, de 61,2% em média. No caso das taxas do rotativo do cartão de crédito, a média é de 90% nas fintechs e de 167% nos bancos. Essa não é, porém, a realidade de todas as modalidades de créditos. Microcréditos, linhas de quantias baixas cujos principais clientes são microempreendedores e pessoas com baixa renda, são mais caros nas fintechs (108% de juros) do que no resto do mercado (95%). O mesmo é verdade no consignado privado (49% em fintechs, 35% em bancos) e para beneficiários do INSS (26% em fintechs, 20% em bancos). Os dados são da pesquisa da Pwc Brasil e ABCD. No caso de financiamentos longos, os bancos também podem ser melhor opção, diz Tiemy Kunimi, advogada do escritório Bruno Boris Advogados. “Em que pese a cobrança de tarifas menores, análise de crédito menos burocráticas e aprovações mais rápidas, as fintechs, via de regra, oferecem valores menores e, muitas vezes, não são a melhor opção para financiamentos exponenciais, a exemplo de imóveis e veículos”, diz Kunimi. Para a advogada, além do custo efetivo total (CET) e da taxa de juros, antes de assumir uma dívida é necessário analisar a reputação e confiabilidade da empresa no mercado financeiro; a qualidade do atendimento e a sua preocupação com a validação das informações iniciais solicitadas para a simulação e análise do crédito. Se for fácil demais, desconfie. Em um espaço digital cada vez mais permeado por fraudes, todo cuidado é pouco. O sócio de mercado de capitais do escritório Souza Okawa, Gustavo Rabello, recomenda que o consumidor deve confirmar se a instituição tem mesmo autorização do Banco Central ou, se for o caso, identificar quais parceiros da fintech possuem a licença (no caso de correspondentes bancários ou Bank as a Service, quando a empresa atua em parceria com outra que tem autorização). “É essencial desconfiar de ofertas milagrosas. Crédito deve ser contratado com segurança e cautela, nunca com pressa. Afinal, o barato pode sair caro se a instituição não for confiável”, reforça Rabello.
FONTE ORIGINAL:
https://valorinveste.globo.com/produtos/credito/noticia/2025/09/26/credito-em-fintechs-ou-bancos-qual-vale-mais-a-pena-entenda-diferencas-e-riscos.ghtml
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