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Alívio no orçamento? Endividamento das famílias recua pela primeira vez no ano
Publicado em: 10/10/2026 19:04
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) apontou que o endividamento das famílias brasileiras recuou pela primeira vez desde dezembro de 2025. O percentual de famílias com dívidas passou de 82% em agosto para 81,7% em setembro, interrompendo uma sequência de alta que levou o indicador a 82,2% em abril e maio, os maiores patamares da série apresentada. A projeção da CNC é de que o endividamento termine 2026 relativamente estável, próximo de 81,5%. A inadimplência também recuou, de 29,9% para 29,6% entre agosto e setembro, ficando abaixo dos 30,5% registrados no mesmo período de 2025. A melhora, contudo, não foi uniforme entre as faixas de renda: entre as famílias que recebem até três salários mínimos, o indicador caiu de 38,8% para 38,5%, enquanto no grupo com renda superior a dez salários mínimos houve aumento, de 14,9% para 15% — a única das quatro faixas analisadas em que o indicador subiu no período. O levantamento registrou ainda redução na proporção de famílias muito endividadas, que passou de 17,9% para 17,3%, e estabilidade em 12,5% na parcela de consumidores que afirmam não ter condições de pagar as dívidas atrasadas, abaixo dos 13% do mesmo mês de 2025. Em contrapartida, o tempo médio de atraso das contas aumentou pelo segundo mês consecutivo: em setembro, as dívidas estavam vencidas, em média, há 65,3 dias, o maior período desde novembro de 2024. Além disso, 48,9% das dívidas em atraso acumulavam vencimentos superiores a 90 dias. O comprometimento da renda doméstica segue elevado. Em média, as famílias destinam 29,6% dos rendimentos mensais ao pagamento de dívidas, e 19,4% dos consumidores têm mais da metade da renda comprometida — o maior percentual desde fevereiro, quando o indicador atingiu 19,5%. As dívidas com vencimento superior a um ano passaram a representar 33,8% do total em setembro, ampliando o período em que os rendimentos permanecem comprometidos com pagamentos. A pesquisa diferencia endividamento — que inclui famílias com compromissos financeiros a vencer, como parcelas de cartão, financiamentos, empréstimos, cheque especial e carnês — de inadimplência, referente às dívidas não quitadas no prazo acordado. O crescimento dos prazos mais longos pode reduzir o valor das parcelas mensais e dar fôlego ao orçamento, mas prolonga o tempo de comprometimento da renda; a renegociação, nesse contexto, alivia a pressão imediata sem necessariamente reduzir o valor total devido.
FONTE ORIGINAL:
https://www.polemicaparaiba.com.br/brasil/alivio-no-orcamento-endividamento-das-familias-recua-pela-primeira-vez-no-ano
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